domingo, 25 de maio de 2008

It’s good to be here… it’s good to be anywhere!



Keith Richards é a personificação do rock. Pode ser considerado como o maior sobrevivente da geração 1960/70, regada pelo lema “Sexo, Drogas e Rock’n’Roll”. Ficou mais marcado pelo segundo item, mas é sobre sua relevância musical que quero falar hoje.

Nascido em Dartford, Inglaterra, em 18 de dezembro de 1943, Keith se juntou a Mick Jagger e Brian Jones em maio de 1962 e fundaram os Rolling Stones, banda que está entre as mais antigas em atividade. Entre suas principais influências, estão Chuck Berry e Muddy Waters.

Com um estilo próprio de tocar (e quase impossível de ser imitado – Keith toca peculiarmente sua Fender Telecaster com apenas 5 cordas em “G Aberto”), fez sua fama com memoráveis e inesquecíveis riffs. As notas iniciais, como as de Satisfaction, Brown Sugar, Start Me Up e Tumbling Dice, perambulam repetidamente na mente dos amantes do bom e velho Rock’n’Roll.

Como forma de homenagear o velho junkie, posto aqui uma coletânea que eu fiz com apresentações ao vivo de Keith Richards nos vocais dos Stones, com gravações de 1973 a 2006.

Keith Richards – It’s Good To Be Anywhere
Mp3 - 320 kbps

01 - Happy (Brussels 1973)

02 - Before They Make Me Run (Paris 2003)

03 - Little T & A (Hampton 1981)

04 - This Place Is Empty (Buenos Aires 2006)

05 - Gimme Shelter (Buenos Aires 1993)*

06 - Slipping Away (Glasgow 2006)

07 - The Worst (Rio de Janeiro 1995)

08 - You Got The Silver (Stuttgart 1999)

09 - The Nearness Of You (Paris 2003)

10 - Learning The Game (Austin 2006)

11 - Thru And Thru (New York 2003)

12 - Wanna Hold You (Buenos Aires 1998)

13 - Infamy (Los Angeles 2005)

14 - Can't Be Seen (Atlantic City 1989)

15 - All About You (Chicago 1997)

16 - Connection (Los Angeles 1988)*

17 - You Don't Have To Mean It (Rio de Janeiro 1998)

18 - Happy (Toronto 2002)
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*faixas 05 e 16 com The X-Pensive Winos


Download:


Não vi Pelé... mas vi Guga!




Quadra central de Roland Garros lotada. Jogando em casa, o tenista francês Paul-Henri Mathieu. Mas a torcida não estava nem aí para o compatriota. Estavam todos na torcida do carismático brasileiro Gustavo Kuerten, esperando pelo grande momento em que Guga... perdesse!

Ninguém esperava que o brasileiro ganhasse a partida. Era óbvio que assistiam ali a uma partida de despedida. E foi uma despedida de gala. Guga jogou com a alma e o coração, como fez durante toda sua carreira. Esteve bem humorado e mostrou muito fair-play. Conseguiu aplicar lindas paralelas de esquerda, seu golpe favorito, sua marca registrada. Jogou com raça, venceu pontos na vontade. Mas as dores no quadril são implacáveis. E a dor foi o único adversário que Guga não conseguiu vencer.

Usando um uniforme idêntico ao da primeira de suas três conquistas de Roland Garros, em 1997, Guga perdeu para Mathieu, atual 19º no ranking da ATP, por 3 a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/2. Mathieu comemorou timidamente sua vitória e deixou a quadra. Foi então que Guga caiu aos prantos. A torcida francesa gritava seu nome, e os brasileiros presentes entoaram: “Guga, você é o melhor!”.

Tentando segurar o choro, o tenista brasileiro arriscou falar em francês aos microfones e agradeceu o carinho com que o público francês sempre o tratou. Foi então que recebeu, em forma de troféu, um pedaço do piso da quadra de Roland Garros. O chão o consagrara agora será eternamente seu.

Guga foi o melhor. Assim como Pelé é o rei do futebol e Ayrton Senna o mito do automobilismo, Gustavo Kuerten é a unanimidade nacional para o tênis. Um vencedor dentro e fora das quadras. Guga é um ídolo nacional de um esporte pouco divulgado no país, que não recebe incentivos e que a Globo jamais transmitiu ao vivo. O Brasil ama o Guga. O mundo ama o Guga. Que sua carreira sirva de exemplo para futuros ídolos.

Obrigado, Guga!
(Texto criado para o blog "Reflexões de um Jornalista")

"Sweat And Sound", em português: Suor e som.

Incentivado pelo também jornalista Eduardo Micheletto e dono do blog "Reflexões de um Jornalista" (http://www.eduardomicheletto.blogspot.com/), entro também, talvez de forma tardia, ao mundo dos blogueiros.

Minha idéia inicial é postar artigos sobre dois assuntos que eu gosto bastante: Esportes e Música. (Ah, agora o nome está explicado!)

Acredito que os blogs sejam um excelente estimulante para que jornalistas estejam sempre escrevendo e exercitando a produção de textos. E com a vantagem de poder escrever o que quiser, sem nenhum editor chato pra cortar e criticar!

Pretendo atualizar com bastante regularidade.

Abraços a todos,

Ricardo Sanchez.